Actividade extractiva na Faixa Piritosa
- As numerosas ocorrências de minérios de cobre, ferro e manganês existentes na FPI foram certamente determinantes no modo de vida das populações que lá residiram. A exploração destes depósitos de metais ocorre desde o Calcolítico que (3362-2156 a.C.), intensificando-se mais tarde, por volta do séc. VIII a.C. por povos como os tartéssios, fenícios e os cartagineses. Durante o Império Romano foram intensamente explorados vários jazigos de sulfuretos, como é o caso de S. Domingos, Aljustrel e Canal Caveira em Portugal, e Rio Tinto e Tharsis, em Espanha, sobretudo na sua parte mais superficial, marcada pela existência de chapéus de ferro ou gossans.
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Mina de Aljustrel: campos de cementação de cobre na área industrial de Algares

Mina de S. Domingos: fábricas de enxofre na Achada do Gamo.


Mina de Rio Tinto: malacate mineiro junto ao Museu de Rio Tinto.
Mina de Tharsis - corta de Filón Norte inundada com águas ácidas.
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Lousal Mina: malacate 1 e o edificio de trituração do minério.
Mina de Neves Corvo – vista aérea da mina, imagem Somincor.
- Actualmente, a única mina em laboração é a de Neves Corvo, que constitui um projecto mineiro marcado por elevada tecnologia de produção de concentrados de cobre e estanho a partir de amplas reservas de minérios com alto teor nestes metais. Na Faixa Piritosa ocorrem ainda depósitos de manganês e mineralizações filonianas de cobre, antimónio, chumbo e bário.